domingo, 16 de setembro de 2012

CIRCUITO CAMINHOS DA LIBERDADE (Transcrição)

A UNESCO coordena as ações do projeto Rota do Escravo em nível mundial e esta rota (Rota da Liberdade) segue suas orientações. Mapeia os passos dos escravos africanos no Estado de São Paulo, explorando a história da região do Vale do Paraíba e resgatando a influência da cultura negra em nosso Estado.
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Este rota é composta por quinze municípios: Bananal, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Ilhabela, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Redenção da Serra, São José do Barreiro, São Luiz do Paraitinga, São Sebastião, Taubaté, Tremembé e Ubatuba, todos pertencentes à macrorregião turística Vale do Paraíba¹, Serras e Mar. Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba pertencem à Região Turística - RT Litoral Norte.
Religiosidade e economia - Piquete, Lorena e Cruzeiro. Mostra aspectos da religiosidade e do sincretismo afro-brasileiro, além de um novo olhar sobre a presença do africano na economia cafeeira e nos caminhos do ouro. Em Cruzeiro, a Estrada da Cesareia, também chamada Trilha do Ouro ou Trilha dos Mineiros foi construída pelos escravos no século XVIII, boa parte do seu leito ainda está pavimentado com grandes pedras. Para percorrer toda a estrada, refazendo o percurso das tropas de burros que carregavam o ouro de Minas Gerais até o litoral, eram precisos três dias de caminhada; e o Complexo Cultural da Rotunda - representado pelos prédios das antigas oficinas da Rede Ferroviária Federal, Armazéns Gerais da Estrada de Ferro e a Rotunda - todos seguindo o estilo inglês. Em Lorena, Igreja Nossa Senhora do Rosário, do início do século XIX, e a Basílica São Benedito- fundada em 1852, contou, em sua inauguração, com a presença da Princesa Isabel e o Conde D’Eu. Em Piquete: Fazenda Santa Lídia, de 1832: ali a antiga senzala foi transformada em Museu do Escravo.
Outros atrativos: Grutas do Reino Encantado, Picos do Focinho de Cão, de Itaguaré e da Gomeira e Bosque Municipal em Cruzeiro, Parque das Águas do Barão em Lorena e o Pico dos Marins em Piquete.
Cultura afro-brasileira e caminho do ouro - Cunha, Guaratinguetá e Piquete. Mostra a expansão cultural negra e também como eram as reações em virtude da presença do negro nos caminhos do ouro, ou Caminho da Estrada Real - foi construído nas idas e vindas, das Minas ao litoral, desde o século XVII, em busca das riquezas. Constituído, ainda, pelas vias de acesso, os pontos de parada, as cidades e vilas históricas que se formaram. Inicialmente, o caminho ligava a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto, ao porto de Paraty, mas foi aberto um "caminho novo". A rota de Paraty passou a ser o "caminho velho", a partir do século XVIII. Com a descoberta das pedras preciosas na região do Serro, a estrada se estendeu até o Arraial do Tejuco (atual Diamantina), deixando Ouro Preto como o centro de convergência da Estrada Real. São mais de 1600 km de patrimônio, cercado de montanhas, natureza, cultura e arte. Em Guaratinguetá, há o Jongo do Tamandaré - dança ancestral africana que acontece em datas específicas, como o 13 de Maio, festas juninas, Divino Espírito Santo, etc. O município foi escolhido pelo MINC como Ponto de Cultura; também Igreja de São Benedito e Casa de Frei Galvão. Em Piquete: Fazenda Santa Lídia (ver acima).
Outros atrativos: Pedra da Macela em Cunha; em Guaratinguetá - Trilhas dos Pilões, Catedral de Santo Antônio (1630), Passeios Ecológicos na Serra do Mar e na da Mantiqueira; em Piquete, Pico dos Marins e Cachoeira da Andorinha.
Pico dos Marins
Jongo de Piquete-SP
Festa do Tropeiro em Piquete-SP

GUIA DA UNESCO - Una guía para la administración de sitios e itinerarios de memoria.

Ficha 22: Ruta de la libertad (A Rota da Liberdade), São Paulo, Brasil (A Rota da Liberdade), São Paulo, Brasil ■ ANTECEDENTES ■ ANTECED...