quinta-feira, 20 de setembro de 2012

OS CAMINHOS DO CAFÉ (Transcrição)

O presente texto de identificação dos caminhos do café buscou apresentar de uma forma condensada aquilo que já é de conhecimento dos estudiosos do assunto, como um pano de fundo para o inventário dos bens culturais imóveis remanescentes do século XIX. Os caminhos iniciais do café servem-se da rede dos “caminhos do ouro” na fase de desbravamento da região serrana. Com a dinamização da ocupação do Vale do Paraíba outros caminhos carroçáveis foram abertos, sendo estabelecida uma nova rede de circulação ligando as novas unidades produtivas aos núcleos urbanos, que davam suporte à atividade de comercialização, seguindo principalmente em direção aos portos de Iguaçu e Rio de Janeiro.
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 • Os caminhos de penetração
Os caminhos que concorreram para o desbravamento da serra fluminense se apoiaram inicialmente nos “caminhos do ouro” que ligavam o Rio de Janeiro às Minas Gerais – o Caminho Velho, o Caminho Novo e suas variantes, principalmente o Caminho Novo do Tinguá. Alberto Lamego, no livro O Homem e a Serra, de 1963, descreve com muito realismo, fundamentado em relatos, a ocupação da região serrana através dos caminhos de penetração. O mapa, apresentado a seguir, foi trabalhado buscando realçar os caminhos de interesse para o café. Ao mapa foram anexadas imagens de artistas viajantes que acompanharam as antigas missões, como: 
- as aquarelas de Jean Baptiste Debret, pintor francês que morou no Brasil entre 1816 e 1831, publicadas no álbum Viagem pitoresca e histórica ao Brasil;
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• Caminho Velho
Nos meados do século XVI, a região de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba recebeu especial atenção da metrópole no sentido de colonizar a área e garantir sua posse para a Coroa Portuguesa. Essas regiões desempenhavam papel estratégico entre o caminho do mar e a penetração para o interior. A principal atividade econômica da época era o cultivo da cana de açúcar. Foi com o surgimento das notícias sobre o ouro, em 1695, que os primeiros aventureiros subiram a trilha dos Guaianazes com destino ao sertão. No final do século XVII, foi criado o caminho para as Minas Gerais, a que se tinha acesso pela serra do Quebra Cangalha, pelo caminho da Freguesia do Falcão (atual Cunha), atingindo-se o rio Paraíba do Sul. Nesse ponto, dava-se o encontro com a rota dos bandeirantes paulistas, na altura de Guaratinguetá, e com a Garganta do Embaú. Vencida a serra, o caminho seguia até Baependy, Carrancas, São João Del Rei e São José Del Rei (hoje, Tiradentes), até alcançar os arraiais de Antônio Dias e de Vila Rica (atual Ouro Preto). Parte desse caminho ainda existe, como, por exemplo, o trecho que liga Parati a Cunha e Guaratinguetá, a atual RJ-165/SP-171.
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Via Registro (Piquete) e Conceição do Embaú (Cruzeiro-SP)


GUIA DA UNESCO - Una guía para la administración de sitios e itinerarios de memoria.

Ficha 22: Ruta de la libertad (A Rota da Liberdade), São Paulo, Brasil (A Rota da Liberdade), São Paulo, Brasil ■ ANTECEDENTES ■ ANTECED...