Guerra de Emboabas – 1708-1709 (Transcrição)
Sem contar com riquezas, São Paulo permaneceu relativamente isolado do resto do Brasil durante os primeiros séculos de colonização, e com isso, os paulistas desenvolveram um governo próprio e foram se tornando cada vez mais ciosos da autonomia que haviam obtido. Até meados do século 17 eles se mantiveram a salvo da interferência da Coroa, mas quando Fernão Dias, em 1685, foi instado por ela a tentar descobrir ouro no sertão, a independência bandeirante começou a ser quebrada. Com a decadência do açúcar nordestino a Coroa buscava novas fontes de renda, o que também era interesse dos paulistas, mas com a descoberta do ouro era inevitável que a administração portuguesa viesse a se instalar na região. E a Guerra dos Emboabas (1708/1711) marca a perda do domínio que os paulistas exerciam sobre os sertões que haviam desbravado.
Sem contar com riquezas, São Paulo permaneceu relativamente isolado do resto do Brasil durante os primeiros séculos de colonização, e com isso, os paulistas desenvolveram um governo próprio e foram se tornando cada vez mais ciosos da autonomia que haviam obtido. Até meados do século 17 eles se mantiveram a salvo da interferência da Coroa, mas quando Fernão Dias, em 1685, foi instado por ela a tentar descobrir ouro no sertão, a independência bandeirante começou a ser quebrada. Com a decadência do açúcar nordestino a Coroa buscava novas fontes de renda, o que também era interesse dos paulistas, mas com a descoberta do ouro era inevitável que a administração portuguesa viesse a se instalar na região. E a Guerra dos Emboabas (1708/1711) marca a perda do domínio que os paulistas exerciam sobre os sertões que haviam desbravado.
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Em 11 de junho de 1709, quando o novo governador assumiu o posto no Rio de Janeiro (Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho), uma de suas primeiras providências foi seguir sem escolta militar para o distrito aurífero, levando consigo a proposta de uma nova política: que ao invés da supremacia paulista, houvesse equilíbrio entre as partes litigantes. E mais: sabedor de que a presença de Nunes Viana e Amaral Coutinho impediria a pacificação, conseguiu convencer o primeiro retornar à sua fazenda no São Francisco, e encaminhou o outro para o Rio de Janeiro. A sugestão agradou aos emboabas, cujos negócios estavam sendo prejudicados pela interrupção da atividade nas minas, e isso fez com que eles entregassem as armas e começassem a se dispersar. Mas os paulistas não se dispunham a proceder da mesma maneira. Ao procurá-los, o governador encontrou cerca de 13.000 deles reunidos em Guaratinguetá, prontos para marchar sobre as minas. Como a proposta de paz não sensibilizou seu comandante, Amador Bueno da Veiga, o governador Albuquerque Coelho enviou mensagem aos emboabas dando-lhes conhecimento do que ocorria, e sugerindo-lhes que se preparassem para a luta. Foi o que aconteceu. Os dois exércitos se encontraram no arraial da Ponta do Morro (hoje cidade de Tiradentes), onde Amador Bueno conseguiu sangrenta e difícil vitória após vários dias de combate. Fonte: http://migre.me/ephfW
Trecho: Guaratinguetá, Guaipacaré (Lorena-SP), Registro (Piquete-SP), Conceição do Embaú (Cruzeiro-SP)
