sábado, 4 de maio de 2013

Guerra dos Emboabas


Guerra de Emboabas – 1708-1709 (Transcrição)
Sem contar com riquezas, São Paulo permaneceu relativamente isolado do resto do Brasil durante os primeiros séculos de  colonização, e com isso, os paulistas desenvolveram um governo próprio e foram se tornando cada vez mais ciosos da autonomia que haviam obtido. Até meados do século 17 eles se mantiveram a salvo da interferência da Coroa, mas quando Fernão Dias, em 1685, foi instado por ela a tentar descobrir ouro no sertão, a independência bandeirante começou a ser quebrada. Com a decadência do açúcar nordestino a Coroa buscava novas fontes de renda, o que também era interesse dos paulistas, mas com a descoberta do ouro era inevitável que a administração portuguesa viesse a se instalar na região. E a Guerra dos Emboabas  (1708/1711) marca a perda do domínio que os paulistas exerciam sobre os sertões que haviam desbravado.
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Em 11 de junho de 1709, quando o novo governador assumiu o posto no Rio de Janeiro (Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho), uma de suas primeiras providências foi seguir sem escolta militar para o distrito aurífero, levando consigo a proposta de uma nova política: que ao invés da supremacia paulista, houvesse equilíbrio entre as partes litigantes. E mais: sabedor de que a presença de Nunes Viana e Amaral Coutinho impediria a pacificação, conseguiu convencer o primeiro retornar à sua fazenda no São Francisco, e encaminhou o outro para o Rio de Janeiro. A sugestão agradou aos emboabas, cujos negócios estavam sendo prejudicados pela interrupção da atividade nas minas, e isso fez com que eles entregassem as armas e começassem a se dispersar. Mas os paulistas não se dispunham a proceder da mesma maneira. Ao procurá-los, o governador encontrou cerca de 13.000 deles reunidos em Guaratinguetá, prontos para marchar sobre as minas. Como a proposta de paz não sensibilizou seu comandante, Amador Bueno da Veiga, o governador Albuquerque Coelho enviou mensagem aos emboabas dando-lhes conhecimento do que ocorria, e sugerindo-lhes que se preparassem para a luta. Foi o que aconteceu. Os dois exércitos se encontraram no arraial da Ponta do Morro (hoje cidade de Tiradentes), onde Amador Bueno conseguiu sangrenta e difícil vitória após vários dias de combate. Fonte: http://migre.me/ephfW
Trecho: Guaratinguetá, Guaipacaré (Lorena-SP), Registro (Piquete-SP), Conceição do Embaú (Cruzeiro-SP)

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