2. CONCEITUAÇÃO (Transcrição)
Considerando as reflexões sobre as novas categorias de bens culturais que estão sendo discutidas no âmbito internacional, como são as paisagens culturais1 e os itinerários culturais, o projeto se volta para este último conceito. O conceito de Itinerário Cultural se refere a caminhos que ao longo do tempo exerceram sua influência cultural mediante a transculturação, e que produziram outros meios de expressão, diversos aos que na sua origem existiram em cada lugar. E tal como foi estabelecido pelo Comitê Internacional de Itinerários Culturais do ICOMOS, seu significado por ser entendido como: “não é somente a soma de diversos elementos: lugarejos, paisagens culturais, sítios, senão que realmente incorpora o espírito intangível e histórico que une a estes elementos em um todo2”. É
um espaço físico definido pelo trajeto de um caminho que durante um longo período de tempo foi percorrido em ambos sentidos (de ida e de volta) e nele se produziram novas expressões culturais. Isto confere uma visão holística que enfatiza, a partir das distintas identidades, o trabalho conjunto pela identidade regional desde a diversidade e pluralidade da América do Sul.
Diferentemente, o termo Rota Cultural – exceto em sua tradução ao idioma inglês -,limita-se a percursos desenhados na atualidade que em sua maioria utilizam as novas vias de comunicação e pelas quais é possível encontrar bens patrimoniais que não necessariamente estiveram unidos por um Itinerário. Ainda que seu valor possa ser considerável, o sentido de itinerário nesse percurso se distancia das definições antes mencionadas. Um Itinerário Cultural se converte frequentemente em uma rede de caminhos que,
embora tenha tido um eixo central, a rota eleita pôde deslocar-se em diversos pontos ao longo do tempo e segundo a capacidade de conhecimento do território. Desta forma, seu desenvolvimento temporal e espacial, permite uma interpretação mais precisa da historia. Muitas vezes a perda total ou parcial de trechos ou marcas do trajeto leva à fragmentação da mensagem cultural e impossibilita a leitura sistêmica do território. A reinterpretação das vocações que o itinerário teve e tem – enquanto algo dinâmico e evolutivo – constitui um valor agregado para a valoração da pratica de turismo cultural sob um controle de impactos negativos. (Fone: Anteprojeto do Itinerário Cultural do Mercosul
Considerando as reflexões sobre as novas categorias de bens culturais que estão sendo discutidas no âmbito internacional, como são as paisagens culturais1 e os itinerários culturais, o projeto se volta para este último conceito. O conceito de Itinerário Cultural se refere a caminhos que ao longo do tempo exerceram sua influência cultural mediante a transculturação, e que produziram outros meios de expressão, diversos aos que na sua origem existiram em cada lugar. E tal como foi estabelecido pelo Comitê Internacional de Itinerários Culturais do ICOMOS, seu significado por ser entendido como: “não é somente a soma de diversos elementos: lugarejos, paisagens culturais, sítios, senão que realmente incorpora o espírito intangível e histórico que une a estes elementos em um todo2”. É
um espaço físico definido pelo trajeto de um caminho que durante um longo período de tempo foi percorrido em ambos sentidos (de ida e de volta) e nele se produziram novas expressões culturais. Isto confere uma visão holística que enfatiza, a partir das distintas identidades, o trabalho conjunto pela identidade regional desde a diversidade e pluralidade da América do Sul.
Diferentemente, o termo Rota Cultural – exceto em sua tradução ao idioma inglês -,limita-se a percursos desenhados na atualidade que em sua maioria utilizam as novas vias de comunicação e pelas quais é possível encontrar bens patrimoniais que não necessariamente estiveram unidos por um Itinerário. Ainda que seu valor possa ser considerável, o sentido de itinerário nesse percurso se distancia das definições antes mencionadas. Um Itinerário Cultural se converte frequentemente em uma rede de caminhos que,
embora tenha tido um eixo central, a rota eleita pôde deslocar-se em diversos pontos ao longo do tempo e segundo a capacidade de conhecimento do território. Desta forma, seu desenvolvimento temporal e espacial, permite uma interpretação mais precisa da historia. Muitas vezes a perda total ou parcial de trechos ou marcas do trajeto leva à fragmentação da mensagem cultural e impossibilita a leitura sistêmica do território. A reinterpretação das vocações que o itinerário teve e tem – enquanto algo dinâmico e evolutivo – constitui um valor agregado para a valoração da pratica de turismo cultural sob um controle de impactos negativos. (Fone: Anteprojeto do Itinerário Cultural do Mercosul