Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil - (Transcrição):
1) Caminho do Ouro – Paraty – RJ A Estrada Real é hoje um importante trajeto turístico dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Parte dela foi destruída, mas alguns segmentos ainda puderam ser recuperados para fins turísticos. O primeiro trajeto desta estrada foi aberto no final do século XVII e por ali passaram os exploradores que subiram a Serra da Mantiqueira em direção a Minas Gerais, onde o ouro foi descoberto na última década daquele século. O caminho aberto foi então chamado Caminho do Ouro porque por ele descia o minério levado para o Rio de Janeiro, e de lá para Lisboa. Mas esse era ainda o caminho dos escravos que subiam serra acima para trabalhar nas lavras e nos serviços auxiliares da mineração. A maioria desses escravos era formada por africanos desembarcados no porto do Rio de Janeiro e reenviados a Paraty para de lá subir a serra a pé, geralmente carregando mercadorias, até seu destino final. Referência: Mariza de Carvalho Soares. Devotos da cor. Identidade étnica, religiosidade e escravidão no Rio de Janeiro, século XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2000. pp. 76-77. Consultor: Mariza de Carvalho Soares
2) Congado – MG, RJ, SP A coroação de reis e rainhas negras é uma expressão cultural e devocional dos africanos e seus descendentes, que marcou a vida colonial e do Brasil nos séculos XIX e XX. Atualmente, as coroações dos reis congos, conhecidas como Congados, são mais evidentes nas cidades mineiras. A festa da cidade de Ouro Preto, que celebra a história de Chico Rei, acontece no mês de outubro, e é organizada pelas irmandades de Santa Efigênia e de Nossa Senhora do Rosário do Alto da Cruz, herdeiras do patrimônio construído pelos africanos. Diversos elementos dos congados expressam uma identidade católica que se relaciona ainda hoje com tradições centro-africanas. Referência: SOUZA, Marina de Mello e. Reis Negros no Brasil Escravista. História de Coroação de Rei Congo. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2002. Consultor: Fernanda Pires Rubião.
3) Em 2005, o Conselho Consultivo do Instituto Histórico do Patrimônio Artístico e Nacional (IPHAN), aprovou o registro do jongo como patrimônio cultural do Brasil por considerá-lo representante do legado dos povos africanos de língua bantu escravizados no sudeste. Reunido dança em roda, desafios, tambores e fogueira, o jongo é praticado por diversas comunidades de descendentes de africanos. Na comunidade remanescente de quilombo de São José da Serra (Valença – RJ), realiza-se, nos meses de maio e novembro, um dos mais importantes encontros de jongueiros do sudeste. Referência: LARA, Silvia Hunold &PACHECO, Gustavo (orgs). Memória do jongo: as gravações históricas de Stanley J. Stein. Vassouras, 1949. Rio de Janeiro: Folha Seca; Campinas, SP: CECULT, 2007. (Pontão de Cultura Jongo/Caxambu. História, Memória e Patrimônio. Disponível em: http://www.pontaojongo.uff.br/historia-memoria-e-patrimonio. Acesso em: 05 de novembro, 2012. Consultor: Martha Abreu. (O trabalho de organização do Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil foi coordenado pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Comitê Científico Internacional do Projeto da UNESCO "Rota do Escravo )
2) Congado – MG, RJ, SP A coroação de reis e rainhas negras é uma expressão cultural e devocional dos africanos e seus descendentes, que marcou a vida colonial e do Brasil nos séculos XIX e XX. Atualmente, as coroações dos reis congos, conhecidas como Congados, são mais evidentes nas cidades mineiras. A festa da cidade de Ouro Preto, que celebra a história de Chico Rei, acontece no mês de outubro, e é organizada pelas irmandades de Santa Efigênia e de Nossa Senhora do Rosário do Alto da Cruz, herdeiras do patrimônio construído pelos africanos. Diversos elementos dos congados expressam uma identidade católica que se relaciona ainda hoje com tradições centro-africanas. Referência: SOUZA, Marina de Mello e. Reis Negros no Brasil Escravista. História de Coroação de Rei Congo. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2002. Consultor: Fernanda Pires Rubião.
3) Em 2005, o Conselho Consultivo do Instituto Histórico do Patrimônio Artístico e Nacional (IPHAN), aprovou o registro do jongo como patrimônio cultural do Brasil por considerá-lo representante do legado dos povos africanos de língua bantu escravizados no sudeste. Reunido dança em roda, desafios, tambores e fogueira, o jongo é praticado por diversas comunidades de descendentes de africanos. Na comunidade remanescente de quilombo de São José da Serra (Valença – RJ), realiza-se, nos meses de maio e novembro, um dos mais importantes encontros de jongueiros do sudeste. Referência: LARA, Silvia Hunold &PACHECO, Gustavo (orgs). Memória do jongo: as gravações históricas de Stanley J. Stein. Vassouras, 1949. Rio de Janeiro: Folha Seca; Campinas, SP: CECULT, 2007. (Pontão de Cultura Jongo/Caxambu. História, Memória e Patrimônio. Disponível em: http://www.pontaojongo.uff.br/historia-memoria-e-patrimonio. Acesso em: 05 de novembro, 2012. Consultor: Martha Abreu. (O trabalho de organização do Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil foi coordenado pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Comitê Científico Internacional do Projeto da UNESCO "Rota do Escravo )