sábado, 20 de setembro de 2014

Afonso Sardinha o Moço

Afonso Sardinha, o Moço ou o Mameluco, tinha acompanhado o pai em todos seus feitos e morreu pobre, no sertão, em meio a uma expedição guerreira.
D.
Francisco de Sousa havia enviado ao interior, pesquisar metais, Bento Maciel Parente e Diogo Martins Cão, e não obtendo resultado decidiu três entradas em 1596, partindo da serra dos Aimorés (a de Diogo Martins Cão), das costas de Parati (a de Martim Correia de Sá) e da vila de São Paulo (a de João Pereira de Souza Botafogo capitão-mor de São Vicente desde 14 de março de 1595, que não a realizou por ter sido preso por ordem real no meio da bandeira, e Domingos Rodrigues, fundidor de ferro trazido por D. Francisco do reino, chefiou um pedaço dela, dirigindo-se para a bacia do São Francisco e penetrando em território atualmente goiano, se deteve nas regiões de Paraupava). Dom Francisco chegou a São Paulo em maio de 1599 com grande comitiva e visitou então as minas de Afonso Sardinha o Moço, Bacaetava, São Roque e Jaraguá.
Dom Francisco em 1601 nomeou
Diogo Gonçalves Laço capitão das minas de ouro e prata do Ibiraçoiaba: na ocasião, declarou Afonso Sardinha o Moço como seu descobridor, com Clemente Alvares. Eram minas, mas de flancos de montanha ou «grupiaras». Ordena no regimento a Laço aos dois Afonso Sardinha as diligências que somente serão executadas por Nicolau Barreto no ano seguinte, acompanhado por Afonso Sardinha, o Moço, que morreu no sertão em 1604.
Esta importante bandeira de Nicolau Barreto teve início em agosto de
1602. Partiu de São Paulo, autorizado Nicolau por Dom Francisco a descobrir ouro e prata (o objetivo real teria sido a pesquisa de ouro e prata no Peru). Desceram o rio Tietê e o rio Paraná, atingiram o rio Guairá mas trouxeram apenas índios e de volta a São Paulo, onde chegaram em 1604. Haviam-na integrado Afonso Sardinha o Moço, Simão Borges Cerqueira, fidalgo da Casa Real, Ascenso Ferreira, Pedro Leme, Manuel Preto, Francisco de Alvarenga. Pensa-se que queriam na verdade penetrar no reino do Peru à procura de minas, já que o mesmo soberano dominava o continente. Desta bandeira resultou que o governador Dom Francisco Arias de Saavedra, adiantado do Rio da Prata, mandou por terra a São Paulo emissários para falar com Dom Francisco de Souza, que impediu o quanto pode a ida de bandeiras escravagistas.
Afonso o Moço fez testamento em 1604 no sertão, que se pode ler em Silva Leme, volume I, página 76. Foi escrito pelo padre João Alvares, um dos capelães. Nele declara possuir 80.000 cruzados de ouro em pó, enterrado em botelhas de barro. Declara ser descobridor das minas de ouro no Brasil, nas serras de Jaguamimbaba, hoje
Serra da Mantiqueira, na de Jaguara, termo de São Paulo, na de Vuturuna, termo da vila de Parnaíba, e na de Hiriraçoiaba ou Araçoiaba, termo de Sorocaba; fez também dois engenhos de ferro em que fundia com abundância tal metal, tudo à sua custa, circa 1590. Declara que desde 1592 morava na Embuaçava, terras dadas pelo pai.
Iniciador do ciclo do ouro das Minas de São Paulo, descobrira ouro de
1589 a 1600 na serra da Mantiqueira, em Guarulhos, Jaraguá, São Roque e Ipanema onde também encontrara ferro. Seu companheiro nas diligências era Clemente Álvares, mineiro prático. Em 1598, com outros Paulistas e mais de 100 índios, fizera entrada para «saltear índios» e descobrir metais, supondo-se que atingiu nas Minas Gerais o sertão do Jeticaí. Com seu filho Pedro Sardinha, também grande sertanista, desenvolveu os trabalhos de mineração no Jaraguá, que Brás Cubas tentara, mina donde diz ter extraido 80 mil cruzados e que o neto Gaspar Sardinha ainda explorava em 1636 com lucro. Deixou dois filhos legítimos, Luzia e Pedro. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Sardinha 

Rio Itabaquara - Piquete-SP ao fundo - Pico do Meia Lua -  Serras de Jaguamimbaba.