quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Os caminhos da Estrada Real (Transcrição)

O historiador Francisco Sodero Toledo, idealizador do projeto Bica do Ouro, afirma que a Estrada Real era o nome dado a um conjunto de estradas públicas, de propriedade da Coroa Portuguesa, que ligava os portos fluminenses à região de exploração do ouro e diamantes, em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Segundo ele, essas estradas eram as únicas vias autorizadas a transportar metais preciosos das áreas de mineração para os portos, de onde partiam para Portugal. A primeira dessas vias a ser aberta foi o Caminho do Ouro, que ligava a cidade de Paraty à região mineradora de Vila Rica e Diamantina. Esse caminho cortava a área paulista do Vale do Paraíba, passando pela cidade de Lorena. 
Um pequeno trecho desse caminho passa por dentro do campus da EEL e, à sua margem, uma mina d’água resiste ao tempo: a Bica do Ouro, um local onde bandeirantes, aventureiros e pessoas das mais diversas origens e procedências paravam para descansar e matar a sede no período do Brasil colônia. Sodero afirma que a restauração desse ponto histórico constitui um símbolo de integração com a comunidade local e o início de um amplo trabalho na busca do desenvolvimento sustentável regional. Segundo ele, o projeto visa a restaurar a mina, recuperar o seu entorno e oferecer à comunidade interna da EEL e à sociedade um ponto de encontro, uma identificação.
O historiador afirma que é de suma importância restaurar essa mina, já que ela é memória viva da história, ecomplementa: “Há a necessidade de reestruturá-la para que a USP possa oferecer à comunidade a oportunidade de conhecer e reviver essa história. O fato de a EEL ter seu território cortado pela Estrada Real insere a USP na rota do turismo histórico nacional”.
O Projeto Turístico Estrada Real vem sendo implantado no Brasil desde 2001 e tem como objetivos valorizar o patrimônio cultural e promover o turismo histórico nacional, através da revitalização de centenas de caminhos que compunham essa estrada tão importante no período colonial. A professora Rosa Ana Conte, presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Jubileu em Lorena, diz que o Caminho do Ouro e o projeto de restauração da Bica do Ouro conferem às comemorações do aniversário de 75 anos da USP um caráter único, levando-se em conta que um marco histórico nacional de extrema importância pertence, através da EEL, ao patrimônio da USP.
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Documentos cartográficos e o Caminho original do Ouro à partir do Guaipacaré:
Mapa produzido pelo Sitio Histórico de Parati-RJ - o Caminho percorrido é via - Registro (Piquete).
Estrada Real do Sertão, Caminho dos Paulista, Caminho Velho, Caminho da Serra Acima, o caminho percorrido é pelo espaço colonial de Piquete via Alto da Serra (Meia Lua), entrando pela região originariamente denominada Soledade de Itajubá, Garganta do Sapucai, hoje Marmelópolis-MG.

O caminho percorrido originariamente à partir do Guaipacaré, para a  Região do Rio das Mortes, antes da criação da Comarca de mesmo nome que passou a pertencer a São João Del Rei, teve como sede Distrital a Cidade de Guaratinguetá-SP, que fora por mais de 300 anos um dos maiores entrepostos de abastecimento da Minas Gerais.
Caminho de São Paulo a Minas & Caminho Velho - Contido na obra - Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas - André João Antonil, quando então em conformidade com o Mapa o Caminho originalmente Percorrido era Sudoeste em direção a Piquete-SP.
 

MAPAS DE SANTOS  Carta corográfica - Cap. de S. Paulo, 1766 .Apresentando o Estado Político da Capitania de São Paulo em 1766, foi elaborada esta carta, com particular atenção aos limites com Minas Gerais. Neste caso a toponímia Alto da Serra, corresponde a espaço Colonial de Piquete-SP  (Meia Lua). (http://migre.me/aWncu)
Fonte> http://migre.me/oFGK9