domingo, 23 de outubro de 2016

CAPÍTULOS DE HISTÓRIA COLONIAL (1500-1800) J. CAPISTRANO DE ABREU - Decifrando, ou seja, Compreender o sentido de uma escrita desconhecida ou pouco legível: decifrar um manuscrito.

"Os direitos de entrada cobravam-se nos registros do caminho novo, na Mantiqueira, do Itajubá, do Jaguara, do Ouro Fino, do Jacuí, de Sete Lagoas, do Jequitibá, do Zabelé, do Ribeirão da Areia, de Nazaré, de Olhos d’Água, de S. Luís, de Santo Antônio, de Santa Isabel, do Pé do Morro, do Rebelo, do Inhacica, do Caeté-Mirim, do Galheiro, de Bom Jardim, de Simão Vieira, de Jequitinhonha, de Itacambira, do Rio Pardo. Pagavam entrada os escravos introduzidos para primeira vez, cabeças de gado vacum, muar ou cavalar, e as cargas de fazenda seca ou molhada. Por molhados entendiam-se os comestíveis, ferro, aço, pólvora e tudo o mais impróprio para se vestir. O rendimento das entradas em 1776 foi de mais de cento e quarenta e sete contos. Pagava-se passagem nos rios Sapucaí, Verde, Mortes, Grande, Paraupeba, Velhas, Urucuia, Baependi, Pará, São Francisco, Jequitinhonha. Ofícios da Justiça e Fazenda pagavam também donativos, terças e novos direitos." pág 149/150 Fonte: http://migre.me/vjV5l 
Decifrando: O Mapa de 1801, trás esclarecimentos, relativamente aos Registros de Passagens. O  da Mantiqueira estava localizado na Garganta do Embaú, representado pelo n.º 05. Quanto ao Registro de Itajubá, representado pelo n.° 07 do Mapa, estava localizado, no Alto da Serra, Garganta do Sapucai, Caminho dos Paulistas, Caminho Geral do Sertão, Estrada Real do Sertão, espaço colonial de Piquete-SP.  Ampliando o entendimento, o Caminho primitivo  em demanda do Sertão das Gerais, saindo da Vila de Lorena, seguia-se pelo afluente do Paraíba, ribeiro da Limeira, chegava-se no espaço colonial de Piquete-SP, pelo Bairro do Ronco, e ao sopé da Serra da Mantiqueira, onde também consta em mapa a instalação de um registro denominado Registro (Piquete-SP). Nesse Registro iniciava-se o Vale do Embaú, quando então alcançava-se a Vila de Conceição do  Embaú, n.º 06, e seguia-se em direção a Garganta do Embaú n.º 05. Do mesmo sopé da Mantiqueira em uma bifurcação do caminho,  era possível seguir em demanda do referido Registro de Itajubá n,º 07, no Alto da Serra, Garganta  do Sapucaí e, seguindo em frente passava-se o Rio de mesmo nome . Não restando dúvida que a evolução dos caminhos possibilitaram mais tarde, a ligação direta entre a Vila de Lorena, à Vila de Conceição do Embaú, pelo Bairro do Campinho, uma vez que estamos falando de um mapa de 1801.  Quase 100 anos após os relatos de André João Antonil, que faz referência as cinco Serras Altas, da Mantiqueira, estando o Núcleo Embrião de  Piquete localizado do contraforte ao Alto da Serra que já fora denominada do lado paulista como Serra de Jaguamimbaba. Topônimo que pela minhas pesquisas, já aparece em 1555 em cartas dos Jesuítas, depois em 1597, quando da exploração e encontro de ouro por Afonso Sardinha.
Mapa mais antigo, caminho do ouro de Paraty-RJ, constando unicamente a ligação entre o Registro (Piquere-SP) , no sopé da Mantiqueira com a Vila de Conceição do  Embaú. Segundo consta, o Registro de Itajubá, no Alto da Serra, resultou da transferência do Registro (Piquete-SP).
Mapa do Roteiro do Caminho Velho do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais do Ouro de 1707. Sendo certo que, alcançar a localidade do Guaipacaré não era condição necessária aos que seguiam em demanda do Sertão das Gerais. Ou seja, transpondo o paraíba no Porto do Meira, em Guaratinguetá-SP seguia-se pela estrada das Posses,  passando pelo morro Fortaleza, em direção ao sopé da Serra, espaço colonial de Piquete-SP.