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Descobrimento
A primeira descoberta de ouro no Brasil está documentada na lápide de Brás Cubas, fundador da cidade de Santos, onde se lê: “...descobriu ouro e metais no ano de 1560 [...] faleceu no ano de 1592.” (AZEVEDO MARQUES, p. 150). Luis Martins, mineiro profissional enviado de Portugal, em 1559, a pedido de Brás Cubas, apresentou três marcos (ca. de 690 g) de ouro na câmara de Santos, em maio de 1562. Não consta que pagou os quintos, pois afirmava que iria remeter o ouro ao governador-geral do Brasil, na Bahia. A partir da primeira descoberta, que foi provavelmente na Serra de Jaraguá, situada na periferia norte de São Paulo, a mineração de ouro se expandiu para o litoral sul de São Paulo (Iguape, Cananéia e Vale do Rio da Ribeira) até Paranaguá e Curitiba (LICCARDO et al., 2004). Achou-se ouro tanto em aluvião como em rochas, mas eram minas fracas, como evidencia o fato de não ter havido uma invasão maciça, como mais tarde nas Minas Gerais. Porém, serviu para o desenvolvimento de técnicas de mineração no Brasil, como consta do documento Como se tira o ouro das minas que chamam de Pernagua [Paranaguá], de 1662: O mesmo documento informa ainda que as minas foram trabalhadas com índios domesticados (e não com escravos africanos) e lamenta a falta de mão-de-obra. Os paulistas faziam jornadas de 12 a 15 dias, entre ir e vir, e tinham que levar mantimentos para a estada nas minas. Esse fato é apontado como uma das causas de os quintos não serem rentáveis. Provavelmente, já em 1580 (ou 1601) foi criada a primeira casa de fundição em solo brasileiro, a de São Paulo, para fundir o ouro da Serra de Jaraguá e de outras lavras, com a conseqüente cobrança dos quintos. Os registros são imprecisos, mas é certo que existiam casas de fundição na primeira metade do século XVII também em Iguape (1627?) e Paranaguá (1647?). As minas de Paranaguá estiveram ativas até o final do século XVII (Prober, 1990, Godoy, [s.d.]).
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Descobrimento
A primeira descoberta de ouro no Brasil está documentada na lápide de Brás Cubas, fundador da cidade de Santos, onde se lê: “...descobriu ouro e metais no ano de 1560 [...] faleceu no ano de 1592.” (AZEVEDO MARQUES, p. 150). Luis Martins, mineiro profissional enviado de Portugal, em 1559, a pedido de Brás Cubas, apresentou três marcos (ca. de 690 g) de ouro na câmara de Santos, em maio de 1562. Não consta que pagou os quintos, pois afirmava que iria remeter o ouro ao governador-geral do Brasil, na Bahia. A partir da primeira descoberta, que foi provavelmente na Serra de Jaraguá, situada na periferia norte de São Paulo, a mineração de ouro se expandiu para o litoral sul de São Paulo (Iguape, Cananéia e Vale do Rio da Ribeira) até Paranaguá e Curitiba (LICCARDO et al., 2004). Achou-se ouro tanto em aluvião como em rochas, mas eram minas fracas, como evidencia o fato de não ter havido uma invasão maciça, como mais tarde nas Minas Gerais. Porém, serviu para o desenvolvimento de técnicas de mineração no Brasil, como consta do documento Como se tira o ouro das minas que chamam de Pernagua [Paranaguá], de 1662: O mesmo documento informa ainda que as minas foram trabalhadas com índios domesticados (e não com escravos africanos) e lamenta a falta de mão-de-obra. Os paulistas faziam jornadas de 12 a 15 dias, entre ir e vir, e tinham que levar mantimentos para a estada nas minas. Esse fato é apontado como uma das causas de os quintos não serem rentáveis. Provavelmente, já em 1580 (ou 1601) foi criada a primeira casa de fundição em solo brasileiro, a de São Paulo, para fundir o ouro da Serra de Jaraguá e de outras lavras, com a conseqüente cobrança dos quintos. Os registros são imprecisos, mas é certo que existiam casas de fundição na primeira metade do século XVII também em Iguape (1627?) e Paranaguá (1647?). As minas de Paranaguá estiveram ativas até o final do século XVII (Prober, 1990, Godoy, [s.d.]).
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