quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Práticas de lucro

Em 1674, quando Garcia Rodrigues Pais, aos 13 ou 14 anos, partiu com o pai, Fernão Dias, para o sertão de Sabarabuçu, ele iniciava-se, como era o costume, na prática paulista de sertanejar, aprendendo com os parentes e amigos nas entradas.6 Assim como o pai e o tio – eficientes apresadores de índios – iam buscar “o seu remédio” no sertão, levando-o com eles, Garcia Rodrigues iria, mais tarde, levar o próprio filho à expedição comandada por ele em 1717, embora com um sentido diferente (Ellis, 1971, p. 120-127; Taunay, 1977, p. 93-94; Franco, 1989, p. 156). Junto com ele, iriam outros
jovens parentes do governador da expedição, como o sobrinho Francisco Dias da Silva, que tinha 16 anos (Macha do, 1980, p. 233-234). O sertanismo servia de aprendizagem prática de um negócio que, se não solucionava a alegada “pobreza” dos jovens bandeiristas, fornecia uma base econômica sobre a qual se podia constituir uma fazenda ou sítio próprio. Além disso, como assinala John Monteiro, a partir dos testamentos e inventários paulistas do século XVII, os jovens que partiam em busca de cativos recebiam ajuda de custo de seus pais ou sogros, que empregavam pequenas somas de capital e alguns índios nas expedições, com a expectativa de expandir suas próprias posses. Os armadores [da expedição], que forneciam dinheiro, equipamentos e índios, assumiam todo o risco da viagem em troca da perspectiva de ganhar metade dos cativos eventualmente presos. No mais das vezes, a armação era um empreendimento familiar. (Monteiro, 1994, p. 86) Era uma  pedagogia violenta, e isso chegava a alarmar os responsáveis pelos jovens. Em 1704, por exemplo, um sertanista que quis levar seus sobrinhos órfãos para o sertão do rio São Francisco, para “tomar conhecimento do negócio” a que ia, encontrou forte oposição no padre local e no tutor dos menores ([18 de agosto de 1704] Correspondência dos governadores [...] 1704-1714 – DHBNRJ, v. 40, 1938, p. 173).
http://www.americanas.com.br/produtos/manuais/2746375.pdf
Nota: "A ocupação do Vale do Paraíba do Sul começa no período do Brasil Colônial. A região, protegida pelas “muralhas” das Serras do Mar e da Mantiqueira, era promissora e possuía terra fértil, dotada de água límpida e clima agradável. Os portugueses tomaram posse da terra, construindo as primeiras vilas próximas ao rio. Esses locais serviram como base para o desenvolvimento das “bandeiras” – expedições que tinham por objetivo explorar o norte e o centro oeste do país. Aqueles que ficaram na região deram origem aos primeiros povoados.(http://migre.me/7kEzk)
OBS: Parafraseando:  Garcia Rodrigues Pais que aos 13 ou 14 anos, partiu com o pai, Fernão Dias, para o sertão de Sabaraçu, oportunidade em que tomou conhecimento dos negócios da familia, ao constituir suas roças e sitios na região do Guaipacaré, objetivando lucro, iria desconsiderar as terras ferteis que fora  grande produtora de café, ou seja, a região do contraforte da Serra da Mantiqueira, Núcleo Embrião de Piquete? 
 Alto da Serra, espaço colonial de Piquete-SP,  Garganta do Sapucaí, Caminho Geral do Sertão.

GUIA DA UNESCO - Una guía para la administración de sitios e itinerarios de memoria.

Ficha 22: Ruta de la libertad (A Rota da Liberdade), São Paulo, Brasil (A Rota da Liberdade), São Paulo, Brasil ■ ANTECEDENTES ■ ANTECED...