Em 10 de outubro de 1532, dois moradores da região, João Ramalho e Antônio Rodrigues, ambos casados com as filhas dos caciques indígenas Tibiriçá e Piquerobi, guiaram Martim Afonso de Sousa pela Trilha dos Tupiniquins, aos Campos de Piratininga (atual Planalto Paulista) onde ele concedeu a primeira sesmaria da colônia a Pero de Góes. Eventualmente, de Sousa estabeleceu aí um posto militar avançado, porque deve ter ouvido falar ou pelo menos supeitado da existência de outras trilhas (Peabiru?) do planalto para o interior do pais. Alguns historiadores alegam que de Sousa, com exceção para João Ramalho e alguns poucos fidalgos portugueses, fechou a trilha, proibindo o acesso ao planalto, para reservar a exploração posterior do sertão para a coroa portuguesa.(Fonte: Ecoturismo/Turismo de Aventura-Brasil http://migre.me/8Wyft)
Nota: Como se tem definitivamente comprovado, os rios navegáveis foram imprescindíveis ao plano de entrada para o Sertão. Nestas condições, antes da abertura da primeira estrada à partir do Planalto Paulista em direção ao Sertão, no caso Mogi das Cruzes, (Boca do Sertão), a via expressa utilizada foi o rio Anhambi (Tiete), quando então passava-se para o rio Paraíba do Sul, seguindo até seu limite de navegabilidade Freguesia da Piedade (Lorena), tomando depois o rumo Norte, Caminho dos Paulista, Caminho Geral do Sertão, via Alto da Serra (Núcleo Embrião de Piquete), em direção ao Morro do Caxambu, em conformidade com as cartografias Históricas. Sendo oportuno lembrar que alternativamente a via Alto da Serra, Garganta do Sapucai, desfiladeiro de Itajubá, Meia Lua, outro caminho era, via Conceição do Embaú (Cruzeiro). Caminho este contido na obra de André João Antonil, Cultura e Opulência do Brasil, com suas Minas e Drogas, publicada em 1711 e confiscado pela Coroa Portuguesa em 20 de março do mesmo ano.
Via Registro (Piquete), Conceição do Embaú (Cruzeiro)
Via Registro (Piquete), Conceição do Embaú (Cruzeiro)
