sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Escravidão, Farinha e Tráfico Atlântico: um novo olhar sobre as relações entre o Rio de Janeiro e Benguela 1

Introdução 
A diáspora africana tem sido um tema de grande relevância na historiografia  brasileira produzida tanto por historiadores nativos quanto estrangeiros. Com a  perspectiva que a formação da sociedade brasileira  não pode ser entendida sem uma  forte consideração das relações que o Brasil manteve com a Costa africana, muitos  estudos têm acumulado informações sobre essa temática. Ao longo do período de  colonização portuguesa no Brasil, calcula-se que dos quase 10 milhões de africanos  escravizados que foram levados para as Américas, 40% desse total foi desembarcado no  Brasil. Além disso, os estudos mais recentes têm demonstrado que indiscutivelmente a  grande maioria dos escravos africanos que foram desembarcados no porto do Rio de  Janeiro originava-se da região centro ocidental da África, particularmente de Angola,  procedentes de portos, cidades e lugares como Luanda, Cabinda, Cassange, Benguela,  entre outros.  O comércio entre o Rio de Janeiro e Benguela ostentou uma importante fluidez  desde os tempos coloniais, ganhando um grande impulso durante o período  compreendido entre 1790 e 1830. Durante esse período é possível identificar mais de  70% dos escravos que entraram no Brasil através do porto carioca sendo procedentes da  região centro africana. Essa fluidez se dava por razões endógenas e exógenas que  ocorriam em ambas as regiões atlânticas, o que complementava o interesse dos  mercadores envolvidos nesse processo. Durante o século XVIII e o início do século  XIX muitas transformações ocorreram no Brasil que fortaleceram a posição do Rio de  Janeiro como cidade atlântica, o que aumentou exponencialmente a necessidade por  mão-de-obra africana. Por outro lado, diferentes regiões do que hoje seria Angola,  também apresentava interesse em mercadorias que eram produzidas no Brasil,  principalmente o açúcar, o tabaco e a jeribita. 3
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Fonte http://migre.me/aOgBt

GUIA DA UNESCO - Una guía para la administración de sitios e itinerarios de memoria.

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