sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O Reconhercimento da Comunidade Afro-Diáspora brasileira como Agente Histórico, o caminho para resgate da memória e da verdadeira dignidade.

Projeto da UNESCO “Rota do Escravo: Resistência, Herança e Liberdade” -
O desdobramento do Projeto Mundial da UNIESCO, Rota do Escravo, voltado ao Patrimônio e ao Turismo, especialmente no que dia respeito a valorização dos sítios históricos ambientais ou culturais. No caso em questão os 100 lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravo de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil’  possibilita afirmar que se trata de um momento impar de  reconhecimento do povo da diáspora como "agentes históricos possuidores de uma consciência e vontade". O Caminho do Ouro como espaço de Memória, na perspectiva da presença do escravo relativamente ao trabalho e cotidiano, implica na contemplação como protagonista desse povo. Fato jamais cogitado em temos de Brasil. Sendo possível afirmar nesse caso que, o  Itinerário deve ser considerado como recepcionado como incluso entre os classificados como patrimônio comum da humanidade. Devendo ser para tanto considerado a indiscutível diversidade cultural presente em todo percurso de escoamento do ouro de Minas até o litoral pela Coroa. A Exemplo da Rota das Abolições na França deve ser considerado todo o percurso com suas atividades e paisagem culturais e naturais de Diamantina-MG até Paraty-RJ. Possibilitando vislumbrar a construção de um verdadeiro sentimento de pertencimento, somado ao empoderamento que venha dar origem a uma atuação como legitimo agente de transformação da inconveniente realidade.  Ademais os relatos no que tange ao trabalho e cotidiano no itinerário resulta abundante, como no caso da   Obra de André João Antonil,  Cultura e Opulência do Brasil Por Suas Drogas e Minas"; que neste contexto descreve dois itinerários; a) "Roteiro do Caminho da Vila de São Paulo para as Minas Gerais e para o rio das Velhas  (Estrada Real do Sertão, Caminho Geral  do Sertão, Caminho dos Paulistas); b) "Roteiro do Caminho Velho da Cidade do Rio de Janeiro para as Minas Gerais dos Cataguás e do rio das Velhas". Aliás tendo em vista que na reflexão sobre o tema a prevalência até então do  interesse quase que exclusivamente mercadológico no Brasil, relativamente ao itinerário, ou seja exploração econômica.  Não deixando de existir tal proposito, na busca do reconhecimento do caminho como patrimônio da humanidade. Consequentemente,  é muito pouco provável que, se não viesse da comunidade internacional o reconhecimento da diversidade presente nesse Itinerário relativamente a presença do Negro Escravo. Não creio que pudesse vir a ser cogitado  como instrumento de enfretamento da questão,  tendo em vista o  descaso com o tema, que na mesma direção pode vir a se transformar  em verdadeiro Itinerário Cultural da Diáspora. Tudo isso  em razão da invisibilidade histórica e o ostracismo relegada ao tema no Brasil enquanto politica pública. 
1) - França: A Rota das Abolições da Escravidão e dos Direitos Humanos- Lançada em 2004, a « Rota das abolições da escravidão » se relaciona com o projeto internacional da « Rota do escravo » apoiado pela ONU e a UNESCO sobre o dever de memória e se posiciona sendo a aplicação da Lei do dia 10 de maio 2001 adotada por França e « reconociendo o tráfico negreiro e a escravidão sendo crime contra a humanidade ». Fonte: http://pt.abolitions.org/
2) - Unesco planeja roteiro cartográfico sobre rota de escravos em Portugal.  
Pintura de Debret
Da Redação, com Rádio ONU 03/01/2013 08:45
Nova York - Um comitê da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, deve levar a Portugal, neste ano, projetos para resgatar a memória do tráfico de escravos no país. http://migre.me/lMr2U
 3) 20º Aniversário do Projeto A Rota do Escravo na América Latina e no Caribe e 50º aniversário do Projeto História Geral da África. Em 2014, a UNESCO celebra o 20º aniversário do Projeto A Rota do Escravo, iniciado em 1994 na cidade de Ouidah (Benin). A celebração também faz parte do 50º aniversário do Projeto Historia Geral de África. (Fonte:- 16.07.2014 - UNESCO Office in Brasilia  http://migre.me/lMtdt)
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