quinta-feira, 18 de setembro de 2014

As novas jóias da humanidade (Transcrição)

Unesco inclui 13 novos sítios na Lista do Patrimônio Mundial. Burkina Fasso, Quirguistão e Cabo Verde aparecem pela primeira vez na relação - Graziella Beting
© UNESCO

Vista de Ribeira Grande, em Cabo Verde, a primeira cidade colonial construída pelos europeus abaixo dos trópicos Como ocorre todo ano desde 1972, o Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco se reúne e analisa a situação dos bens culturais, naturais e históricos de sua lista de “localidades de grande valor universal”, assim como as propostas de novas candidaturas. Neste ano, o 33º encontro decidiu pela inclusão de 13 novos sítios (dois naturais e 11 culturais) na Lista do Patrimônio Mundial.
Burkina Fasso (com as ruínas de Loropéni), Quirguistão (Montanha Sagrada de Slamain) e Cabo Verde(centro histórico de Ribeira Grande) entraram na lista. Já o vale do Elba, em Dresden, na Alemanha, foi desclassificado, depois de passar três anos como “patrimônio em perigo”. Isso porque foi erguida na cidade uma ponte para passagem de veículos bem no meio do centro histórico, com prédios do século XVIII e XIX. A instituição conta agora com 890 patrimônios da humanidade, espalhados por 145 países.
Único candidato brasileiro, o Caminho do Ouro de Paraty não foi incluído. O comitê sugeriu que o Brasil revise suas dimensões e mude a denominação para “bem misto”, ressaltando seus valores naturais – e não só históricos. Uma das ideias é ampliar a proposta, incluindo a Estrada Real, a rota de escoamento de ouro de Minas Gerais até o litoral, criada pela Coroa portuguesa. Assim, seria abrangida toda a paisagem cultural e natural de Diamantina (MG) até Paraty (RJ)
Fonte: http://migre.me/lLm19
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Nota: Estrada Real . Estrada da humanidade
Do Brasil para o mundo, com escalas na história, gastronomia, arquitetura, festas populares e belezas naturais. A Estrada Real (ER) caminha a passos largos para se tornar patrimônio da humanidade sob a chancela da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A iniciativa de pedir o título na categoria Itinerário cultural partiu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que terá um grupo de trabalho para fazer estudos e o dossiê sobre a rota que ligava, desde o século 17, Diamantina e Ouro Preto ao Rio de Janeiro e Paraty (RJ), para escoamento de ouro e diamantes em direção a Portugal. A intenção do Iphan, diz o superintendente regional em Minas, Leonardo Barreto de Oliveira, é apresentar toda a documentação dentro de um ano.
Confiante no potencial da ER para ganhar reconhecimento internacional, Leonardo tem em mãos um primeiro levantamento sobre o trajeto de 1.632 quilômetros, que passa por 198 municípios de três estados, sendo 168 em Minas Gerais, 22 em São Paulo e 8 no Rio de Janeiro. Nesse roteiro, há 50 quilômetros de trechos calçados de pedras, remanescentes do período colonial, além de cidades e monumentos reconhecidos pela Unesco, como Ouro Preto, Diamantina e o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e outros tombados pelo Iphan. Se obtiver o título, a ER estará no patamar de outros tesouros da Terra, entre eles o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, e a Rota do Incenso e das Especiarias, no Oriente Médio
. (Fonte: http://migre.me/lLodp)
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Observação: O desdobramento do Projeto Mundial da UNIESCO, Rota do Escravo, voltado ao Patrimônio e ao Turismo, especialmente no que diz respeito a valorização dos sítios históricos ambientais ou culturais. No caso em questão os lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravo, incluindo o Caminho do ouro, não possibilita afirmar que passa o Itinerário a fazer parte do patrimônio comum da humanidade enquanto bem misto? Passando ainda a considerar de maneira ampla toda rota de escoamento do ouro de Minas até o litoral pela Coroa? Reiterando, desta feita não temos abrangido todo percurso com suas paisagem culturais e naturais de Diamantina-MG até Paraty-RJ?  Nesta perspectiva a sugestão de que seja revisada suas dimensões e mude a denominação para “bem misto” não implica afirmar que não se há que falar mais em caminho principal e área de influência, como se pretende a exemplo o projeto "Caminho Religioso Estrada Real" que pretende ter como paradigma o Caminho de Santiago de Compostela, haja visto de seus  ramos, Frances e Espanhol? Uma vez que temos na mesma direção em conformidade com os Roteiro contido na Obra de André João Antonil,  Cultura e Opulência do Brasil Por Suas Drogas e Minas"; neste contexto dois ramos; a) "Roteiro do Caminho da Vila de São Paulo para as Minas Gerais e para o rio das Velhas  (Estrada Real do Sertão, Caminho Geral  do Sertão, Caminho dos Paulistas); b) "Roteiro do Caminho Velho da Cidade do Rio de Janeiro para as Minas Gerais dos Cataguás e do rio das Velhas". Aliás tendo em vista infelizmente, que no que tange a   reflexão sobre o tem prevalecido  interesse mercadológico, direcionado a atrair investidores dispostos a explorar comercialmente rota,  ou seja, visando tão somente a  exploração econômica. O possível reconhecimento futuro do caminho, como patrimônio da humanidade, da um novo direcionamento, sendo certo que, é muito pouco provável, se não viesse da comunidade internacional, bem como, das entidades representativas no Brasil, voltadas especificamente ao tema, da promoção da igualdade racial, o reconhecimento da diversidade  cultural nesse Itinerário, relativamente a presença do Negro Escravo não teria sido contemplado . Definitivamente, é  pouco provável que pudesse vir a ser cogitado  como instrumento de enfretamento da questão de promoção da dignidade da  pessoa humana,  tendo em vista o  descaso com o tema, que nada impede que venha a ser transformar  em verdadeiro Itinerário Cultural da Diáspora com todos os benefícios que passa advir.