sábado, 30 de janeiro de 2016

HISTÓRIA E LENDAS DE S. VICENTE - BIBLIOTECA - Na Capitania de S.V (Transcrição)

Capítulo XVII - D. Francisco de Souza
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Nesse tempo eram correntes as lendas de riquíssimas minas de ouro e prata no Novo Mundo, e todos sonhavam com os inesgotáveis tesouros de reis fabulosos, que governavam países inverossímeis pela sua riqueza. Repetiam-se e acreditavam nessas fantasias como se fossem verdades incontestáveis.
Supunha-se que o Rio S. Francisco tinha as suas nascenças na Lagoa Dourada no centro do continente sul-americano, a terra do ouro.
Essas minas eram faladas no Brasil, e, principalmente, na Europa. Muitas das expedições marítimas espanholas e portuguesas, que então se organizaram, não tiveram outro fim senão descobrir e assenhorear-se, e por qualquer forma, dessas terras onde o ouro e a prata eram mais abundantes que o ferro em Bilbao. E tudo fácil de colher.
Os piratas, franceses e ingleses, corriam os mares não policiados para saquear, se apoderar dos galeões carregados de ouro que vinham da América para os reinos de d. Carlos I.
D. Francisco de Souza, mesmo em Lisboa e em Madri, ouvira falar dessas minas e nas pretensões de Roberio Dias, e sem dúvida, a esses boatos dera crédito; no Brasil, depois de sua vinda essa crença mais se confirmou.
Frei Vicente do Salvador, contemporâneo de d. Francisco de Souza, recolhe, nas páginas de sua História do Brasil (livro 1º, cap. V), e dá curso à notícia de que um soldado de crédito lhe contara que um índio aprisionado falara de uma certa paragem, onde havia mina de muito ouro limpo, de onde se poderia tirar o metal precioso aos pedaços.

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Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/sv/svh072r.htm