segunda-feira, 23 de maio de 2016

As quadrilhas de Minas na época do ouro: (Transcrição)

MANTIQUEIRA
Era a quadrilha mais badalada. Atuou durante três anos na região do Alto da Mantiqueira. Extremamente organizada, era chefiada pelo "Montanha". A estratégia do grupo, que matava os policiais para roubar as fardas, lembra a técnica atualmente usada pelos traficantes cariocas. Fardados, faziam falsas blitze nas estradas e roubavam todo o ouro que passava por ali. Foi desmantelada em 1786, a partir das diligências feitas por Tiradentes.
MÃO DE LUVA
Atuava no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Recebeu este nome porque o chefe usava uma luva. Eram contrabandistas, vistos pelas autoridades como perigosos bandidos. Faziam comércio de ouro com todo tipo de gente. Matavam somente quando atacados. O grupo foi desarticulado pelas tropas do governo de Minas, a pedido do então governador Luiz da Cunha Menezes.
VIRA-SAIA
Atuava no Norte de Minas Gerais, perto da Serra do Grão Mogol. Os integrantes eram considerados altamente perversos. Dificilmente as tropas do governo conseguiam pegá-los, o que criou o mito de que teriam "pacto com o diabo". O grupo se desfez no começo do século XIX e acredita-se que migrou para a Bahia.
SETE ORELHAS
Chefiada por Januário Garcia Leal, que recebeu este nome porque portava um colar com sete orelhas humanas - arrancadas dos homens que mataram seu irmão. A quadrilha assombrou Minas Gerais no final do Século XVIII. Era desorganizada - ao contrário das demais - e usava formas perversas de matar. Seus integrantes embrenharam-se pelo sertão e nunca mais foram vistos. 
 Mapa de Santos de 1776 - Alto da Serra da Mantiqueira - Espaço colonial de Piquete-SP, Garganta do Sapucaí, Estrada Geral do Sertão, Caminho dos Paulistas, Desfiladeiro de Itajubá.