segunda-feira, 23 de maio de 2016

ESTRADA REAL: A ESTRADA DO MEDO (Transcrição)

Ouro por todos os cantos .... na cabeça daquela gente, sobretudo. Intrigava-se, traia-se, matava-se por motivo fútil, movidos por cega ambição.   

















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 Nos idos de 1.700, o temor entre os comerciantes que transitavam pela Estrada Real era tão grande - diante das notícias de perigo e incertezas do roteiro - que muitos já deixavam prontos os seus testamentos antes de cada viagem. Cruzar a rota do ouro e dos diamantes era uma verdadeira aventura no século XVIII. Homicídios, roubos e contrabandos eram frequentes. Embora as ações dos salteadores e bandoleiros, na maioria das vezes reprimidas, nem sempre as autoridades tiveram sucesso.
O palco da violência não se limitou às estradas, alcançando também os sertões e as serras. E em menor escala as vilas. Uma forma usada pelos senhores para se protegerem era a companhia de negros, sempre armados e cachorros. A maior parte dos ataques acontecia à noite. Ninguém era poupado, fosse mulher, criança ou idoso.
Foram várias as tentativas de se conter a criminalidade. Em 1766, o rei de Portugal, dom José I, proibiu os sítios volantes e ranchos sem estabelecimento sólido e determinou que os indivíduos dispersos deveriam se estabelecer em povoações civis. Em 1775, houve nova carta régia, prevendo mais organização das minas e tornando mais freqüentáveis os caminhos.
 Em 1781, Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes - assumiu o patrulhamento da serra da Mantiqueira, com a missão de estudar as terras, rios, fazer cartas geográficas dos sertões, com seus habitantes e em que se ocupavam. A partir de seus estudos, foram reconhecidos caminhos que ligavam as minas ao Rio de Janeiro e estabelecidos os locais estratégicos em que deveriam ser colocados registros, rondas patrulhas
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Parafraseando: Alto da Serra, Sertão proibido da Mantiqueira, espaço colonial de Piquete, caminho que ligava as minas ao Rio de Janeiro, local estratégico em que foi instalado o Registro (Piquete-SP) e Registro de Itajubá, rondas e patrulhas Razão pela qual fez referência à localidade como sendo Amantiqueira Quadrilheira, ou seja, vigiada, em 1692, o padre João de Faria Fialho capelão das bandeiras.