sábado, 26 de novembro de 2016

Serra de Jaguamimbaba: Patrimônio - Memória e Identidade - Primeira citação em janeiro de 1555, em carta dos Jesuítas, ao citar a fuga de um Guainas, para junto do seus na referida Serra. (Jaguamimbaba - SP). De iaguara + mimbaba (de mim - esconder) : esconderijo das onças.*

(Transcrição) Parque Estadual Campos do Jordão registra presença de onça-parda em seus campos de altitude. 
O registro foi feito por meio de armadilha fotográfica que faz parte de uma pesquisa científica desenvolvida no parque. Além da onça-parda, 13 outras espécies já foram flagradas pelas câmeras, evidenciando a importância da Unidade de Conservação.
O Parque Estadual Campos do Jordão (PECJ) obteve o registro, por meio de armadilhas fotográficas, de uma onça-parda (Puma concolor) em seus campos de altitude. O registro, feito na última semana, faz parte do projeto “Riqueza e abundância de médios e grandes mamíferos no Parque Estadual de Campos do Jordão”, que está sendo realizado em parceria com o Instituto Florestal.
Onça-Parda é registrada no Parque Estadual Campos do Jordão - Foto: Divulgação PECJ


























Onça-Parda é registrada no Parque Estadual Campos do Jordão – Foto: Divulgação PECJ
Segundo a gestora do parque, Camila Oliveira, o registro é um resultado interessante do ponto de vista da conservação. “Já havíamos encontrado evidências da presença de onças, como fezes, pegadas e relatos de vizinhos. Mas as imagens no local onde registramos a onça parda, evidenciam a importância dos campos de altitude do PECJ para conservação de grandes carnívoros ameaçados de extinção. Iniciativas e registros como esses são prioritários para apontar as zonas do parque de maior interesse para a Conservação da mastofauna”, explica Camila.
A importância do monitoramento
A pesquisa científica, desenvolvida pelo PECJ em parceria com o Instituto Florestal (IF), consiste no monitoramento de médios e grandes mamíferos, a partir de armadilhas fotográficas instaladas em diferentes ambientes da Unidade de Conservação, como a floresta ombrófila mista e campos de altitude.Os resultados propiciarão comparações sobre a diversidade de cada ambiente, detecção de espécies raras e/ou ameaçadas, bem como a riqueza e abundância da biodiversidade ao longo do tempo e do espaço, de forma a contribuir com os programas de pesquisa, uso público e fiscalização, apontados no plano de manejo da Unidade.
O projeto teve início em maio deste ano e se estenderá até dezembro de 2017. Desde então, já foram capturadas imagens de 13 espécies nos diferentes ambientes do PECJ, como o veado-catingueiro (Mazama guazoubira); cachorro do mato (Cerdocyon thous); jaguatirica (Leopardus pardalis); queixada (Tayassu pecari) e lobo-guará (Chrysocyon brachyurus).
Sobre a UC - O Parque Estadual Campos do Jordão (PECJ) tem uma área de 8.341 hectares, ocupando um terço da superfície municipal. A UC abriga importante remanescente da Mata Atlântica, com três fisionomias básicas: Mata de Araucária e Podocarpus, os Campos de Altitude e a Mata Nebular. Esses ambientes contam com uma riquíssima fauna, com mais de 186 espécies de aves catalogadas e animais ameaçados de extinção, como a onça-parda, a jaguatirica e o papagaio-de-peito-roxo.
Fonte: Portal do Governo, Fundação Floresta 24/11/16 16:40 http://migre.me/vAMqn
* Dicionário - Tupi Antigo - A Língua Clássica do Brasil, Eduardo de Lameida Navarro, Ed. Global, pág 579