sábado, 30 de abril de 2016

Assim a América Foi Povoada - Índios botocudos brasileiros têm DNA polinésio (Transcrição)

 Assim a América Foi Povoada
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Fonte: Blog do Valdecy http://migre.me/ezWYs 

Índios botocudos brasileiros têm DNA polinésio

– Posted on 07/12/2014Posted in: Ciência, Genética, História
Análise de dois crânios de índios botocudos que viveram no Brasil antes do século 19 revela que 100% dos genes deles eram de habitantes das ilhas no Oceano Pacífico.
botocudos_J.M.Rugendas

A partir de uma análise genômica completa no crânio de dois índios botocudos — chamados Bot15 e Bot17 —, guardados no Museu Nacional do Rio de Janeiro desde o século 19, um grupo internacional liderado por cientistas dinamarqueses e brasileiros descobriu que os dois botocudos tinham genoma inteiramente polinésio, sem qualquer traço de ancestrais das Américas. A descoberta traz um novo cenário à história da América pré-colombiana. A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Current Biology, é a continuação de uma investigação publicada em abril de 2013 pela PNAS. “O estudo anterior foi limitado a uma região muito pequena do genoma e, portanto, não podia excluir que os indivíduos tinham tanto a ascendência nativa americana quanto a polinésia. O novo trabalho examina todo o genoma desses indivíduos e, com isso, descobrimos que os dois têm 100% de ascendência polinésia”, conta Mark Stoneking, coautor e pesquisador do Departamento de Antropologia Evolutiva do Instituto Max Planck, na Alemanha.  Eske Willerslev, do Museu de História Natural da Dinamarca, explica que a primeira fase do estudo mostrou que os índios tinham DNA mitocondrial — herdado da linhagem materna — polinésio. O segundo trabalho constatou que o genoma nuclear — aquele que codifica a maior parte do genoma — também tinha origem no pacífico. O resultado é muito mais confiável, pois, enquanto o DNA mitocondrial tem apenas 16 mil pares de bases, o DNA nuclear tem cerca de 3 bilhões.  O que não se sabe ainda é como os polinésios chegaram no Brasil. Quatro hipóteses são estudadas – duas rotas pelo Pacífico, uma europeia e outra via ilha africana de Madagascar, mas não há consenso. O geneticista brasileiro Sérgio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, acredita que nenhum cenário pode ser descartado, mas todos são improváveis. “Pessoalmente, não creio que nenhum dos cenários seja convincente. Acho que vamos ficar com este achado empírico surpreendente muito bem trabalhado e esperar que, no futuro, o mistério se desfaça.”  
Fontes: Revista Galileu/Estadão http://migre.me/tEBhQ