sábado, 28 de maio de 2016

Litoral do Brasil entre as Ilhas São Sebastião, São Paulo, e Santa Catarina, no Estado do mesmo nome



O mapa com o título atribuído “[Litoral do Brasil entre as Ilhas São Sebastião, São Paulo, e Santa Catarina, no Estado do mesmo nome]” foi feito por João da Costa Ferreira no final do século XVIII.
João da Costa Ferreira era engenheiro militar com vasta experiência em obras civis e militares. Destacou-se em Portugal nas obras da reconstrução de Lisboa e em obras de edifícios públicos como hospitais, museus e laboratórios. No Brasil, foi o que mais se destacou entre os engenheiros enviados, principalmente devido à sua contribuição à capitania de São Paulo.
Entre outros trabalhos, levantou o mapa da costa da capitania, tombou as matas reservadas às construções reais, preparou o palacete, a alfândega e o hospital de Santos além da calçada da Serra de Paranapiacaba, a “Calçada do Lorena”.
Este mapa mostra a Ilha de São Sebastião (atual Ilha Bela), os rios Paraibuna, Paraitinga e Paraíba “este rio vai fazer barra nos Campos dos Goytacazes”, a vila de Lorena, de onde parte o “caminho do sertão para o Rio de Janeiro”, a vila de Guaratinguetá, de onde parte o “caminho da boiada para o Rio de Janeiro”, as vilas de Pindamonhangaba, Taubaté e Jacareí, a serra da Mantiqueira, Mogi das Cruzes, o rio Tietê, Nossa Senhora da Ajuda, São Miguel, a cidade de São Paulo, São José de Atibaia, Jaguari, Jundiaí, São Roque, a vila de Itu, os rios Capivariguaçu, Capivari mirim e o Piracicaba, Piracicaba, Itapetinga, o rio Paranapitanga, as minas de ouro de Paranapanema e da serra do Mar, o rio Jagurá que “tem ouro”, o rio São Lourenço que “tem ouro”, a vila de Santos, a vila de Itanhanhém, a aldeia de São João, a vila de Iguape, as minas de ouro da ribeira de Iguape, as minas de ouro da vila de Piauí, o rio Bananal, as vilas da Cananéia, de Ararapira e de Paranaguá, a barra do Sal, o rio Cubatão, o “caminho de Curitiba para a vila de Cubatão”, o “caminho das boiadas”, o rio Guaratuba, a vila de Guaratuba, a serra da Prata, o rio Tajaí que “tem ouro”, a enseada das Laranjeiras, a Ponta dos Garapos, o rio dos Tojucos Grande que “tem ouro”, a Ponta das Canavieiras, a Ilha de Santa Catarina e Santo Antônio.
Quanto à exploração do ouro de aluvião, podemos dizer que mostrou-se uma atividade rapidamente lucrativa. Em 1702, foi feito o Regimento dos Superintendentes, Guarda-Mores e Oficiais Deputados para as Minas de Ouro. A principal inovação do Regimento foi a criação da Intendência das Minas em todas as Capitanias que houvesse extração de ouro, instituição dotada de funções múltiplas, sobretudo as de ordem fiscal e de repressão ao contrabando. Abaixo das Intendências vinham as Casas de Fundição, onde se deveria recolher, fundir em barras e “quintar” – retirar o quinto da Coroa – todo o ouro extraído. Feito isso, o ouro podia circular a vontade, e havia mesmo a possibilidade de circulação de ouro em pó, restrito à capitania, dada a impossibilidade de alguns mineradores juntarem ouro suficiente para formar barra.
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 Parafraseando: Da vila de Lorena, de onde parte o “caminho do sertão para o Rio de Janeiro”, da vila de Guaratinguetá, de onde parte o “caminho da boiada para o Rio de Janeiro”. Também tem inicio o caminho para Minas, via serra da Mantiqueira, isto é, Alto da Serra, espaço colonial de Piquete-SP.